terça-feira, 21 de março de 2017

Representantes da Sociedade Civil se encontram em Brasília para pensar Estratégias e Metodologias para a Defesa dos Direitos Humanos e Sexuais de Crianças e Adolescentes LGBTI

Cerca de quarenta pessoas irão participar da oficina de construção de Estratégias de Incidência Política e Metodologias para a Defesa dos Direitos Humanos e Sexuais de Crianças e Adolescentes LGBTI em Brasília. A atividade acontece nos dias 23 e 24 deste mês, e é uma continuidade da formação sobre esse tema que ocorreu em novembro de 2016.

De acordo com a Lídia Rodrigues, coordenadora do projeto e da coordenação colegiada da rede ECPAT Brasil, “esse é um momento para a sociedade civil pensar suas estratégias diante do cenário de ameaças e retrocessos que temos vivido no campo dos direitos sexuais”. Pontuou Lídia. Para que seja alcançado esses objetivos, na programação do encontro está previsto momentos de reflexões e também de trocas de experiências e planejamento.

É importante destacar que essa, é uma das atividades do projeto “Aliança Nacional de Adolescentes por Direitos Sexuais LGBTI” que conta com o co-financiado da União Europeia, e realizado pela Associação Barraca da Amizade, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Rede ECPAT Brasil.

“Discutir os Direitos Sexuais LGBTI é fortalecer estratégias para a garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes e o enfrentamento às violências sexuais, fortalecendo assim, a atuação da sociedade civil organizada. Finalizou Lídia.

Serviço:
Oficina Nacional de Construção de Estratégias de Incidência Política e Metodologias para a Defesa dos Direitos Humanos e Sexuais de Crianças e Adolescentes LGBTI
Quando:
23 e 24 de março, 9 às 17 horas
Onde:
Brasília, Distrito Federal

Sugestões de Contatos:
  • Karina Figueiredo - Secretária Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes - 61 982137179
  • Lídia Rodrigues – Coordenadora do projeto ANA e membro da Coordenação colegiada da rede ECPAT Brasil - 85 988811541 ana.movimento@gmail.com
Sobre a Campanha

A campanha ANA teve início em 2012 através de ações de jovens ligados as redes de enfrentamento à violência sexual no território brasileiro. O propósito da Campanha ANA (Aliança Nacional dos Adolescentes) é fortalecer a participação nacional de adolescentes no combate as violências relacionadas aos seus direitos sexuais, por meio de ações de comunicação e da educomunicação para a autoproteção dos seus direitos.
Para construção de empatia que facilite a sensibilização de adolescentes, ANA que é a sigla do projeto, também se tornou uma personagem que compartilha vivências ilustrando a partir de situações hipotéticas, que fazem parte do cotidiano dos adolescentes brasileiros possíveis formas de autoproteção. Para mais informações acesse: Blog a  aba " A Campanha" 


Sobre o Projeto:

O projeto “Aliança Nacional de Adolescentes por Direitos Sexuais LGBTI”, É cofinanciado pela União Europeia, e visa enfatizar garantias, ainda frágeis, na luta pelos direitos humanos e sexuais de meninas e meninos. Essa nova fase do projeto da Campanha dará ainda mais ênfase a questão LGBTI, através dos espaços virtuais como blog, facebook, boletim informativos, oficinas em escolas da rede pública em Fortaleza e região metropolitana e difusão nas ONG’s da Rede ECPAT Brasil. Espera-se com esse novo ciclo fortalecer as identidades e combater a homofobia, lesbofobia e transfobia, que muitas vezes crianças e adolescentes sofrem, nos espaços institucionais em função de suas orientação sexual e de gênero, inclusive a violência sexual.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Menina ou menino? Não, são interssexuais!


Você sabe o que é interssexualidade? A dimensão da vivência e da construção do nosso ser vai muito além de ser menino ou menina. Além das questões biológicas, nosso corpo é também uma construção psicossocial, ou seja, tem haver com muitas outras formas de estar e no mundo.  Mas quando esses modos de viver no mundo interferem nos nossos direitos, aí sim é um problema.  Foi pensando nisso que o boletim da campanha Ana buscou nesse mês, informações para ampliarmos o debate em torno da construção de sujeitos crianças. 
Além do artigo feito pela Carol Arcari  do Instituto  Cores, conversamos também  com Thais Emilia de Campos.  Mãe de 3 filh@x, casada, Doutoranda na Unesp,  Educadora Sexual/Sexóloga e Psicopedagoga. Ela luta pelos Direitos Humanos desde muito pequena.  E Foi na gestação do seu terceiro filho que ela se deparou com as questões que cercam as pessoas interssexuais.  Confira nossa conversa com ela e entenda melhor os desafios que pessoas intersexo enfrentam.  Ah não se esquece de deixe seu comentário.  ( Clique aqui) 

  

Crianças trans não estão fingindo. Elas existem

Desenho feito por uma menina de 8 anos, de Aragón,
que mostra seu conflito antes que sua família
aceitasse sua identidade feminina
 Foto: Cortesia Associação Chrysalis
Postedo  Clipping LGBT

Em entrevista a Oprah Winfrey em 2008, Brad Pitt disse que Shiloh, a primeira de seus três filhos biológicos com Angelina Jolie, só queria ser chamada de John. “John ou Peter. Eu digo: ‘Shi, você quer suco?’ E ela: ‘John. Eu sou John’.” Shiloh tinha então 2 anos. Em 2010, falando à Vanity Fair, Angelina contou que a filha, àquela altura com 4 anos, gostava de se vestir como menino e queria ser um menino.

Em 2014, Shiloh, hoje prestes a completar 10 anos, apresentou-se de terno e gravata à cerimônia de estreia de um filme dirigido pela mãe. Brad Pitt e Angelina Jolie estão certos em apoiar o comportamento da filha? Deveriam desestimulá-lo? O que eles fazem ou deixam de fazer afetará o futuro de Shiloh? Há pouquíssima informação científica para orientar pais em situação como a do casal de atores.

Mas um raro estudo com crianças transgênero, publicado no ano passado no jornal Psychological Science, pode ajudar a jogar luz sobre a questão. O trabalho foi liderado pela psicóloga Kristina Olson, da Universidade de Washington. Nele, 32 crianças transgênero, com idade entre 5 e 12 anos, foram submetidas a exames como Teste de Associação Implícita para medir a velocidade com que associavam aspectos de gênero masculino e feminino à própria identidade.

Os autores concluíram que as crianças trans mostraram uma identificação tão automática com o gênero que escolheram quanto as crianças cisgênero (que, ao contrário das trans, identificam-se com seu sexo de nascimento). A conclusão de Kristina: “Embora sejam necessários mais estudos, nossos resultados mostram que as crianças trans não são confusas, rebeldes nem estão simplesmente fingindo ser o que não são. Crianças trans existem, e a identidade que cultivam está bastante arraigada nelas”.



Veja  os videos: 

Crianças trans precisam ser ouvidas

Trans(verso) 
  

O curta Trans(verso) mostra o dia a dia de quatro homens TRANS em seus processos de adaptação com seus medos e desejos. Foi produzido para disciplina de Pesquisa Extensão e Prática Pedagogia do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Espírito Santo sob a orientação do professor Vitor Gomes




Veja também:

Crianças transexuais: 10 histórias que vão emocionar você





Projeto Co-Financiado União Europeia

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